quinta-feira, 2 de junho de 2011

Invasão, metástase e angiogênsese da matriz extracelular.

Quando se instaura um processo maligno, onde ocorreu alterações em todos as camadas do epitélio, dependo do perfil e das características do tumor, este pode romper a membrana basal, invadir a matiz extracelular e se disseminar para outros tecidos.

  O primeiro passo para que o tumor invada a matriz extracelular, é a diminuição da expressão de E caderinas (A), responsáveis pela união das células, levando assim a um afrouxamento das mesma e as deslocando. As células tumorais começam a expressar componentes na sua membrana, as integrinas, que permite que as células interajam com os componentes da matriz.

  Após esta interação as células malignas começam a secretar colagenases tipo IV, que degradam os componentes da matriz extracelular, desestruturando e permitindo assim a invasão das células, esta invasão é mediada por fatores de mobilidade autócrinos.
(Robbins & Contran 2005) 
Uma vez na circulação sanguínea, as células do tumor, migram ate o novo local de implantação do tumor, essa escolha para nova inserção no tecido é mediado pela expressão de  receptores específicos nos tecidos, CSCR4 e CCR7, pelo microambiente do tecido, se este favorável ocorre a implantação, como também o perfil de quimiocinas específicas  e seus receptores, permitindo assim que cada tipo de tumor tenha um tropismo em relação ao tecido.
Uma vez no local de implantação, o tumor adere ao endotélio, esta adesão mediada por CD44, integrina . Após a adesão as células penetram na membrana endotelial  e se inserem no tecido. O passo seguinte dessa cascata é a angiogênese tumoral, para que o tecido supra as necessidades do tumor em termos de oxigenação.
 O organismo desenvolve reposta imunológica ao desenvolvimento e migração das células tumorais. Essa   resposta é mediada por linfócitos T citotóxicos (LTc), que com ajuda da células NK secretam IFNγ, que ativam macrófagos para liberação de mais citocinas. Os Linfócitos T citotóxicos agem destruindo a célula tumoral pela via perforina-granzima. Outros mecanismos efetores caracterizam-se  pela ação das células NK contra as células malignas subreguladoras de MHC I e a síntese de anticorpos que ativam o sistema complemento para que ocorra a lise das células transformadas.
Todos esses mecanismos efetores, não se mostram muito eficientes pois as células tumorais desenvolvem mecanismos de evasão da resposta imune, como por exemplo: desenvolvimento preferencial das células com menor potencial de antigenicidade; ausência da expressão do co-estimulo, necessário para ativar os LTCs;  glicocalix contendo ácido sialíco ocorrendo o mascaramento de antígenos e receptores e a expressão de ligante de Fas que induz a apoptose dos LTC.





Nenhum comentário:

Postar um comentário